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Eleições 2022: quais são as propostas dos presidenciáveis para o setor solar?

Canal Solar preparou um especial com as principais propostas dos candidatos ao Planalto com relação ao tema


A corrida eleitoral para a vaga no Palácio do Planalto já começou e os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2022 já estão à procura de votos com suas respectivas campanhas pelo país.


Candidatos à Presidência reunidos em debate promovido pela TV Bandeirantes no dia 28 de agosto. Foto:Renato Pizzutto / Band


Entre os candidatos, estão nomes como o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do atual mandatário Jair Bolsonaro (PL), além de figuras conhecidas do grande público, como Ciro Gomes (PDT).


Para te deixar por dentro do que pensam os postulantes ao cargo mais cobiçado da política brasileira, o Canal Solar levantou e preparou uma reportagem especial com as propostas dos presidenciáveis para o setor de energias renováveis, em especial o de energia solar.


Os nomes foram listados em ordem alfabética e as propostas foram retiradas dos respectivos planos de governo de cada um dos candidatos.


O primeiro turno das eleições será no dia 2 de outubro e o segundo, caso ocorra, será no dia 30 de outubro.


Confira abaixo quais são as propostas de cada um dos candidatos com relação ao setor fotovoltaico nacional:


Foto: José Cruz/Agência Brasil


Ciro possui uma longa trajetória política, em especial como gestor, já tendo sido prefeito de Fortaleza (CE), governador do Ceará, ministro da Fazenda no governo Itamar Franco e ministro da Integração Nacional de 2003 a 2006.


Além disso, já ocupou os cargos de deputado estadual e federal. Em 2022, será a quarta vez em que concorrerá ao cargo de Presidente da República.


Idade: 62 anos;

Vice-presidente: Ana Paula Matos.

Em seu plano de governo, Ciro promete desenvolver “várias formas de energia limpa” no país, como solar, eólica (on-shore e off-shore) e baseada na produção de hidrogênio verde.


Para o candidato, é importante que o país desenvolva energia “boa, barata e progressivamente limpa”, de modo a utilizar as hidrelétricas como “fonte de reserva para picos de consumo de energia”, pontua o seu plano de governo.


Ciro Gomes também promete eliminar o uso de energias térmicas no país, de modo a fazer com que o Brasil seja um país movido 100% a partir de renováveis.


“Temos os recursos naturais necessários para fazer a transição e a conversão para energia limpa a um custo baixo e também buscaremos, até 2030, eliminar o uso da energia termoelétrica, que contribui para a emissão de gases prejudiciais na atmosfera. A meta é alcançar uma matriz energética 100% limpa”.



Felipe D’Avila (Novo)


D’Avila é um cientista político e escritor, que em sua trajetória atuou como comentarista político e diretor executivo da Fundação Estudar. O candidato defende uma agenda liberal e é a primeira vez que concorre ao cargo de Presidente da República.


Idade: 58 anos;

Vice-presidente: Tiago Mitraud.

O candidato promete acelerar a transição energética com o fomento das fontes renováveis no país, com ênfase para a agropecuária. O objetivo é fazer com que o setor tenha mais acesso a fontes como solar, eólica e etanol, de modo a reduzir ou mesmo eliminar a emissão de gases desta atividade para a atmosfera.


“A produção de etanol significa um importante avanço nessa direção. Entretanto, os canaviais brasileiros ainda são altamente dependentes do petróleo, usado como base de fertilizantes sintéticos e no transporte da safra. Isso precisa ser revertido com a progressiva valorização de diferentes modais e novas tecnologias de fertilização orgânica”, pontuou.


Jair Bolsonaro (PL)


Jair Bolsonaro, candidato que hoje ocupa o cargo de Presidente da República, é militar reformado e entrou na política em 1988, quando se elegeu vereador. Posteriormente, ocupou o cargo de deputado federal pelo Rio de Janeiro até 2018.


Idade: 67 anos;

Vice-presidente: Walter Souza Braga Netto.

O atual presidente promete, em seu plano de governo, reforçar os compromissos com o fomento e o desenvolvimento de energias limpas no país, como solar e eólica.


Se reeleito, Bolsonaro promete utilizar recursos do Finep (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, a Empresa Financiadora de Estudos e Projetos) para envolver chamadas no sentido de reunir centros tecnológicos, empreendedores e startups, visando à produção de energia sustentável.


Bolsonaro também promete criar condições para atrair investimentos internacionais que auxiliem no desenvolvimento econômico e na geração de empregos para o setor de energia solar e de outras fontes consideradas limpas.


“É um potencial entre 45 e 75 GW de energia eólica, solar e geração distribuída em 10 anos, proporcionando investimentos de até R$ 600 bilhões. Essas e outras iniciativas devem ser fortalecidas no próximo mandato”, destaca o plano de governo do candidato.


O atual presidente também promete valorizar a produção do hidrogênio verde no país, que, segundo ele, tem grande potencial de ser exportador de energia.


“Esse conjunto de medidas, somado a outras de caráter estrutural quanto aos combustíveis fósseis, permitirão ao Brasil reduzir o preço da energia, importante para a nossa vida cotidiana e para a logística de transporte nacional e internacional, incluindo o gás de cozinha, fundamental para toda a população, além de reduzir os custos da produção industrial e dos produtos para o consumidor final”.

Leonardo Péricles (UP


Leonardo Péricles é o presidente e foi um dos fundadores da Unidade Popular, legenda pela qual concorre em 2022.


Técnico em eletrônica e mecânico de manutenção de máquinas, foi um dos líderes dos movimentos contra a Copa do Mundo no Brasil, em 2014.


Idade: 40 anos;

Vice-presidente: Samara Martins.

O candidato citou em seu plano de governo que pretende realizar ações articuladas de financiamento, estímulo à contratação e a realização de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias ligadas às cadeias produtivas de maior valor agregado, entre elas as energias limpas e renováveis.



Lula (PT)


Líder sindical no ABC paulista e fundador do PT (Partido dos Trabalhadores), o candidato Luiz Inácio Lula da Silva chegou a ocupar o cargo de Presidente da República em 2002, após ter sido derrotado em eleições anteriores.


Como presidente, conseguiu se reeleger em 2006 para mais quatro anos de mandato até o final de 2010.


Idade: 76 anos

Vice-presidente: Geraldo Alckmin

O líder petista promete: compromisso com a sustentabilidade social, ambiental, econômica e com o enfrentamento das mudanças climáticas.


Em seu plano de governo, destaca que pretende realizar esforços no avanço da transição energética para garantir o futuro do planeta, apoiando o “surgimento de uma economia verde inclusiva, baseada “na conservação, na restauração e no uso sustentável da biodiversidade de todos os biomas brasileiros”, destaca o documento.


Lula promete ainda que adotará uma estratégia nacional de desenvolvimento, com valorização da produção de energias que abram possibilidades para novos tipos de indústrias e serviços.


“É imprescindível garantir a soberania e a segurança energética do país, com ampliação da oferta de energia, aprofundando a diversificação da matriz, com expansão de fontes limpas e renováveis a preços compatíveis com a realidade brasileira”.


O candidato destaca ainda ser necessário expandir a capacidade de produção de derivados no Brasil, aproveitando-se “da grande riqueza do pré-sal, com preços que levem em conta os custos de produção no Brasil”.


Simone Tebet (MDB)


Simone Tebet é formada em direito pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e fez carreira como advogada e professora. O início do seu caminho na política se deu em 2003, quando foi eleita deputada estadual, além de ter sido prefeita de Três Lagoas (RS) por dois mandatos (2005 – 2010).


Idade: 52 anos;

Vice-presidente: Mara Gabrilli.

Concorrendo pela primeira vez à presidência, a candidata promete acelerar a transição do Brasil para uma matriz mais limpa e renovável, por meio da competição fontes energéticas, como solar, eólica, hidráulica, biocombustíveis, biomassa, hidrogênio verde, etanol e gás natural, e em particular aplicada ao transporte público integrado nos grandes centros urbanos.


“Vamos colocar os princípios da sustentabilidade e da economia verde no centro de todas as políticas públicas, voltadas à descarbonização e em favor da redução, compensação, adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas”, destaca seu plano de governo.


Sofia Manzano (PCB)


Sofia é formada em ciências econômicas pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), sendo mestre em desenvolvimento econômico e doutora em história econômica pela USP (Universidade de São Paulo).


Idade: 51 anos;

Vice-presidente: Antônio Alves.

A candidata destacou que seu governo será fortemente incentivado ao desenvolvimento da geração de energia de fontes solar, eólica e outras fontes renováveis, e desincentivada a geração de energia pela queima de combustíveis fósseis, como carvão e petróleo.


“Serão reforçadas as ações voltadas para a redução das emissões de gases do efeito estufa, com a melhoria dos processos produtivos, o combate ao desmatamento, a promoção de ações de reflorestamento (…) a redução da geração de energia pela queima de combustíveis fósseis e a promoção da geração de energia de fontes solar e eólica”, destacou.



Soraya Thronicke (União Brasil)


Soraya, atualmente, preside a União Brasil Mulher Nacional e o diretório do partido em Mato Grosso do Sul. É graduada em direito com especializações, nas seguintes áreas: empresarial, tributário e Família e Sucessões. Disputou suas primeiras eleições em 2018, quando foi eleita para o Senado Federal.


Idade: 49 anos;

Vice-presidente: Marcos Cintra.

A candidata avalia que é preciso elaborar um projeto estratégico de gestão energética no país e transformá-lo em política de Estado, priorizando a produção de energia limpa, como solar e eólica, além de implantar um modelo de gestão das organizações que atuam no setor.


“É real a mobilização de importantes setores políticos internacionais voltados para a ação regulatória sobre questões ambientais. A política ambiental e energética brasileira deve priorizar a sustentabilidade, a inovação e o bem-estar social.


Para tanto, é preciso convergir e integrar ações do governo para desenvolver a economia da biodiversidade e aumentar a capacidade produtiva de energias limpas e alternativas”, destaca seu plano de governo.


O documento também apresenta uma lista de ações a serem tomadas para que o Brasil melhore suas políticas ambientais. As principais são:


Fortalecimento da ANEEL.

Planejamento interministerial coordenado no Ministério do Meio Ambiente.

Estimular a transição de mercado cativo de acesso à energia para o mercado livre, visando favorecer os consumidores.


Investir na produção de energia limpa e na eficiência energética, por meio de políticas públicas, voltadas para energias renováveis.


Avançar nas reformas estruturais, visando criar e/ou modernizar marcos regulatórios necessários para viabilizarem a criação de uma economia de baixo carbono eficiente.


Planejar ações de enfrentamento às vulnerabilidades causadas pela dependência às barragens hidrelétricas, já que a mudança nos fluxos dos rios afeta nossa capacidade de produção de energia hidrelétrica.


Sem propostas

Mencionaram de maneira superficial ou não apresentaram propostas relevantes a respeito do setor de energias renováveis em seus planos de governo os seguintes candidatos: José Maria Eymael (DC) e Vera Lúcia (PSTU).


Fonte: Canal Solar

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